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    Venha deliciar-se com as nossas receitas... Dia após dia procuramos colocar sempre à sua disposição a
    receita original e uma tradição que passa de família em família.

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Venha conhecer-nos!
Venha conhecer a Identidade estrutural autóctone de Arouca
Faça parte da nossa história… deixe que façamos parte da Sua Estória.

Onde estamos?

Douro Litoral

Apesar de estar integrado no distrito de Aveiro (na parte do seu extremo nordeste que faz fronteira com o distrito do Porto), a identidade estrutural autóctone do concelho de Arouca (em termos físicos, orográficos, geológicos, naturais, étnicos, arquitectónicos, gastronómicos e linguísticos) possui a identidade autóctone dos municípios do distrito do Porto (território estrutural do Douro Litoral). O município situa-se em plena bacia hidrográfica do rio Douro, para onde se direcciona o rio Arda a partir do vale de Arouca, que desagua no rio Douro, bem como o rio Paiva (que percorre uma parte da zona nordeste do concelho de Arouca e desagua no rio Douro), onde estão localizados os Passadiços do Paiva, a uma hora de distância do Porto, que permitem, por momentos, sairmos da realidade do espaço urbano do Porto e entrar num cenário saído de um filme. No rio Douro, também desagua o rio Inha, na freguesia de Lomba (Gondomar), que percorre a zona ocidental do concelho de Arouca, desaguando também, no rio Douro,[carece de fontes] o rio Sardoura, que nasce na fronteira norte da freguesia de Santa Eulália (Arouca). O espaço urbano principal de referência dos arouquenses (capital da sua grande área metropolitana, do Douro Litoral, do Entre Douro e Minho e da região Norte (Portugal)) sempre foi a cidade do Porto, que dista, por estrada, cerca de 55 km da vila de Arouca e cerca de 35 km das fronteiras oeste e noroeste do concelho de Arouca e para onde sempre existiram transportes públicos diários a partir da vila de Arouca.

A cidade do Porto (situada a 35 km da fronteira oeste do concelho de Arouca, capital da Área Metropolitana do Porto e da Região do Norte, onde se localiza a foz do rio Douro, para onde se dirige o rio Arda a partir da vila de Arouca) sempre foi o espaço urbano principal de referência dos arouquenses, e com o qual mantêm uma forte ligação sócio-económica
O contacto dos arouquenses com Aveiro (que tem uma identidade muito diferente da de Arouca e que fica a uma distância considerável da vila de Arouca, a cerca de 74 km por estrada, a sudoeste, num percurso muito sinuoso e de acessos indirectos) sempre foi escasso, fugaz e, quando existe, costuma ser meramente burocrático. Os arouquenses nunca manifestaram nem manifestam qualquer sentimento de pertença ou de afinidade em relação à cidade de Aveiro, que é uma cidade da Região Centro, do Baixo Vouga, da CIM da Região de Aveiro, da Beira Litoral e da Beira e que tem elementos identitários muito distintos dos do concelho de Arouca, que é um concelho da região Norte (Portugal), da Área Metropolitana do Porto, do Douro Litoral e do Entre Douro e Minho, cuja capital é o Porto. O único elemento comum entre Aveiro e Arouca é apenas o facto de fazerem parte, em termos burocráticos, do mesmo distrito, sem qualquer tipo de coesão identitária e afinidade entre si, visto que todas as outras divisões territoriais onde o concelho de Arouca pertence (a sua NUT II, a sua NUT III, a sua área metropolitana e as suas antigas províncias, que são o Douro Litoral e o Entre Douro e Minho) são protagonizadas pelo Porto e pela Região Norte, tendo, como capital, o Porto, onde a identidade endógena do concelho de Arouca se insere e donde emanam grande parte dos vários tipos de divisões administrativas do Estado, relativamente ao território de Arouca. Trata-se, portanto, de um único elemento comum meramente burocrático (entre Aveiro e Arouca), numa altura em que os governos civis foram abolidos e em que a lei 75/2013 de 12 de Setembro, dando continuidade à reorganização administrativa e à restruturação de competências na organização do território, relega os distritos para um plano secundário, com o consequente protagonismo administrativo das Áreas Metropolitanas ou das Comunidades Intermunicipais. Muito tempo antes de ser integrado no distrito de Aveiro, no ano de 1835, o concelho de Arouca já pertencia, de modo identitário, em termos autóctones, desde a formação da nacionalidade de Portugal, durante cerca de sete séculos, ao Entre Douro e Minho, enquadrado na Região Norte.

Mapa da área do Douro Litoral.
Foi o espaço urbano do Porto e o território do Grande Porto que sempre funcionaram (e funcionam, actualmente, com muito mais intensidade) como o espaço urbano e o território principais de referência para os arouquenses (são locais nucleares da sua mobilidade socioeconómica em instituições públicas e em instituições privadas e onde os arouquenses adquirem e sempre adquiriram a cultura erudita e o saber académico e para onde também, frequentemente, se deslocam a consultas médicas mais especializadas que não existem em Arouca, bem como é um dos locais principais onde costumam, habitualmente, fazer compras) sendo bastante frequente muitos arouquenses e seus descendentes residirem no espaço urbano do Porto ou no território do Grande Porto durante os dias da semana (onde trabalham ou estudam e onde têm um domicílio) e passarem o fim-de-semana em Arouca no seu domicílio natal ou num domicílio secundário, vivendo entre Arouca e o Porto ou entre Arouca e o Grande Porto. A freguesia de São Miguel do Mato (Arouca) faz fronteira com Gondomar, município do Grande Porto, e as outras duas freguesias do denominado «Fundo do Concelho», para além de São Miguel do Mato (Arouca), que são Escariz (Arouca) e Fermedo, têm uma forte influência de alguns concelhos industriais do Grande Porto e de alguns concelhos industriais limítrofes do Grande Porto, como São João da Madeira, Santa Maria da Feira, Espinho (Portugal) e Vila Nova de Gaia. A tendência de mobilidade socioeconómica dos arouquenses sempre foi em direcção ao litoral, direcção oeste e noroeste (a parte oeste do concelho de Arouca, freguesia de Escariz (Arouca), dista, em linha recta, cerca de 20 km do Oceano Atlântico), sobretudo para o espaço urbano do Porto e arredores (a fronteira de São Miguel do Mato (Arouca) com Gondomar, município do Grande Porto, donde se avista o rio Douro, dista, em linha recta, cerca de 20 km da cidade do Porto), tendo havido sempre movimentos pendulares diários para os concelhos mais industrializados e urbanizados, localizados a oeste e a noroeste, como Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Espinho (Portugal), Vila Nova de Gaia, Porto, Matosinhos, Valongo e Maia, facto que, na contemporaneidade, se tornou ainda muito mais intenso e regular.

Vista sobre os Passadiços do Paiva, afluente do rio Douro: o território de Arouca localiza-se na bacia hidrográfica do Rio Douro
O município de Arouca é limitado a noroeste por Gondomar (município do Grande Porto) e por Santa Maria da Feira, a sudoeste por Oliveira de Azeméis e a sul por Vale de Cambra, a norte pelos municípios de Castelo de Paiva e Cinfães, a leste por Castro Daire, a leste e a sul por São Pedro do Sul. O contacto dos arouquenses com os concelhos do interior, situados a leste e a sul, também sempre foi muito escasso. O território do município de Arouca insere-se, integralmente, na região Norte (Portugal) e não num hipotético e fantasioso Centro-Norte. O território de Arouca não possui qualquer elemento ou característica relevantes da região Centro de Portugal. Mesmo as freguesias de transição, situadas a sul e a leste, as freguesias de Cabreiros e Albergaria da Serra e as freguesias de Covelo de Paivó e Janarde, situadas numa zona montanhosa e muito pouco populosas, muito pouco desenvolvidas e bastante periféricas em relação às freguesias centrais que constituem o núcleo identitário do concelho de Arouca (e esse núcleo identitário do concelho de Arouca é constituído pelas freguesias de Arouca e Burgo, Moldes (Arouca), Santa Eulália, Urrô, Várzea, Rossas, Tropeço, Chave (Arouca) e Mansores) , são ainda subsidiárias da identidade da região Norte (Portugal). O território do município de Arouca apresenta as características típicas da região do Douro Litoral, em plena bacia hidrográfica do rio Douro, que tem, como capital, a cidade do Porto: é um tipo de território constituído por vales, planaltos e meias-encostas férteis, com uma parte montanhosa considerável, onde a agricultura e a silvicultura têm uma expressão significativa e complementar na economia local (parcialmente industrializada e terciarizada e em forte conexão sócio-económica com os concelhos vizinhos, mais industrializados, localizados a oeste e a noroeste), que são irrigados ou estão próximos de cursos de água que nascem nos cumes das montanhas, como o vale do rio Arda, onde se localiza a sede do concelho, que se distende do sopé do monte icónico da Senhora da Mó até ao lugar da Pedra Má, na freguesia de Rossas, onde, por sua vez, se localiza um vale fértil, irrigado pelo rio Arda e pelo Rio Urtigosa. O vale de Moldes (Arouca) ou os planaltos de Alvarenga, de Chave (Arouca) e de Mansores também são exemplos desse território autóctone, típico da região do Douro Litoral.

Assim, a identidade estrutural autóctone do município de Arouca, concelho da região Norte (Portugal), insere-se na bacia hidrográfica do rio Douro, Douro Litoral, possuindo a identidade endógena dos concelhos do distrito do Porto (território estrutural do Douro Litoral), apesar de estar integrado no distrito de Aveiro, enquadrando-se também no território identitário mais vasto do Entre Douro e Minho, desde a formação da nacionalidade de Portugal, enquadrado na Região Norte. A cidade e o território de referência dos arouquenses sempre foram a cidade do Porto e o Grande Porto, onde moram milhares de arouquenses e seus descendentes na contemporaneidade, por sempre ter sido o espaço natural da sua tendência de mobilidade socioeconómica e com o qual têm uma afinidade e empatia espontâneas (a recente A32 (autoestrada), Concessão Douro Litoral, com ligação à EN 326 (variante), é o primeiro passo para se efectivar, em termos de acessos rodoviários modernos, essa antiga e forte ligação umbilical dos arouquenses à cidade do Porto, capital da sua área metropolitana), de tal modo que os arouquenses vêem o Porto e o Grande Porto como o prolongamento do território do município de Arouca e vice-versa, por serem locais, unidos, que fazem parte da sua vida quotidiana bem como da de seus descendentes, num espaço coeso e identitário que é habitado e vivido de modo contínuo.

Elementos identitários do concelho de Arouca
Doçaria de Arouca

A doçaria de Arouca é uma doçaria requintada e ancestral. Confeccionada, inicialmente, pelas freiras do Mosteiro de Arouca, a sua continuidade foi preservada, por transmissão familiar, até ao presente, utilizando os métodos ancestrais e o cariz de fórmulas primitivas. Entre os ingredientes que são utilizados no seu fabrico, encontram-se, estruturalmente, os ovos, o açúcar e as amêndoas. São exemplos da doçaria conventual de Arouca, as castanhas doces, as roscas de amêndoa, as barrigas de freira, o manjar de língua, o pão de S. Bernardo, as morcelas doces e os charutos de amêndoa.


Fatias de Pão-de-ló de Arouca húmido
O Pão de ló de Arouca (húmido em fatias e seco em bola), as cavacas e os melindres, embora não tenham origem conventual, também são doces de referência em Arouca. O Pão de ló de Arouca é confeccionado desde o ano de 1840. O Pão de ló de Arouca húmido distingue-se, facilmente, dos outros pães-de-ló, por ser comercializado em fatias, embaladas individualmente, envolvidas numa calda quente de açúcar. Da doçaria mais recente, são de referir as ‘trilobites’, as ‘pedras parideiras’ e as broas de abóbora de Souto Redondo (freguesia de Urrô).


Carne arouquesa – raça bovina arouquesa
Arouca também é conhecida por ser um concelho onde se confeccionam pratos de grande qualidade de Carne Arouquesa, da raça bovina arouquesa, nomeadamente a vitela assada no forno, os famosos bifes de Alvarenga, a posta arouquesa, os medalhões e a espetada de vitela arouquesa, o costelão de arouquês, a vitela arouquesa na púcara e as costeletas de vitela arouquesa grelhada, sendo um dos elementos principais da gastronomia tradicional de Arouca, cuja identidade (a nível dos pratos principais de carne e de peixe, das sopas, das entradas, dos vinhos e das aguardentes, dos queijos e dos enchidos, bem como das sobremesas) se insere na identidade gastronómica do território identitário do Entre Douro e Minho. O sucesso da Carne Arouquesa (que é muito apreciada e que mobiliza, de modo permanente, a visita gastronómica de muitos forasteiros ao concelho de Arouca) deve-se, para além da qualidade das receitas (que são muito simples e frugais), sobretudo à própria qualidade da textura orgânica desta raça autóctone de bovinos muita antiga, que se alimentam à base de produtos naturais. Arouca possui uma confraria gastronómica da Raça Arouquesa, que promove a carne desta raça autóctone de bovinos, e foi projectada a Quinta-Museu da raça bovina arouquesa, na Quinta da Picota, na freguesia de Alvarenga, destinada a promover essa espécie bovina autóctone, bem como a gastronomia a ela associada, que é a localidade onde se confecionam os famosos bifes.

Cabrito da Gralheira – raça caprina serrana
O cabrito da Gralheira assado no forno, da raça caprina Serrana, raça autóctone, também é uma das especialidades gastronómicas de Arouca muito apreciadas, pela peculiaridade do seu sabor e suculência. Os cabritos alimentam-se à base de urze, carquejas, giestas e tojo, em regime de pastoreio extensivo. Os animais são abatidos até completarem um ano de idade, apresentando uma carne de cor rosada, firme e rígida, com gordura amarelada, textura untuosa, que, depois de cozinhada, se torna muito tenra. As zonas de montanha das freguesias de Alvarenga, de Moldes (Arouca), de Cabreiros e Albergaria da Serra e de Covelo de Paivó e Janarde fazem parte do território de Indicação Geográfica Protegida relativo ao cabrito da Gralheira.

Vinho verde
Quase a totalidade do território do concelho de Arouca pertence à Região Demarcada do Vinho Verde, denominação de origem controlada cuja demarcação remonta a 1908. O Vinho Verde é o segundo vinho português mais exportado, depois do vinho do Porto, dando também origem a vários derivados como a aguardente vínica, a bagaceira e a aguardente com mel, produzidos e consumidos também em Arouca. A originalidade do Vinho Verde é o resultado das características do solo, do clima e das peculiaridades das castas autóctones da região e dos próprios modos de cultivo da vinha. Destes factores, resulta um vinho acídulo e adstringente, altamente compatível com os produtos gastronómicos locais, diferente dos restantes vinhos do mundo, tendo uma forte concentração de ácido málico, o que lhe acentua uma agradável frescura. Com pouco teor alcoólico, o Vinho Verde sempre acompanhou e acompanha os pratos principais da gastronomia arouquense: desde os vários pratos tradicionais de Carne Arouquesa e de Cabrito da Gralheira aos vários pratos de caça, de bacalhau, de polvo ou de peixes de rio, acompanhando também sopas típicas do território identitário da gastronomia de Arouca como o Caldo Verde. Em Portugal, segundo dados fornecidos pela CVRVV, existem 21 mil hectares de vinha, com 19 mil viticultores e 600 engarrafadores, sendo a sua produção da ordem dos 80 milhões de litros por ano, existindo duas mil marcas e 110 mercados internacionais. A região demarcada dos vinhos verdes estende-se pelo Entre Douro e Minho, sendo, em termos de área geográfica, a maior região demarcada portuguesa e uma das maiores da Europa.

Passadiços do Paiva

Rio Urtigosa
Exemplar de uma truta fário, espécie existente em abundância no rio Urtigosa, sendo um dos elementos da gastronomia de Arouca
O rio Urtigosa também é um elemento identitário relevante do território de Arouca. Trata-se de um curso de água que nasce na Serra da Freita, na freguesia de Urrô, no concelho de Arouca. Atravessa uma grande parte da freguesia de Rossas, onde desagua no Rio Arda (Portugal). É um rio regulamentado e fiscalizado, abundante em truta fário. É o melhor exemplo da preservação dos rios em Arouca. Ordenamento, regulamentação, acções de limpeza regulares, sensibilização, acções de repovoamento com trutas fário, monitorização da qualidade da água e das espécies, fiscalização, sendo o único rio de Portugal onde existe um Polícia Florestal Auxiliar. O período de pesca, no rio Urtigosa, distende-se de 1 de Março a 31 de Maio, e ocorre durante as quartas-feiras e os sábados. Para além do rio Urtigosa, em Arouca, é de realçar o rio de Frades, que são os rios trutícolas de águas mais puras e cristalinas de Arouca, com uma paisagem envolvente monumental, sobretudo à medida que se caminha para a nascente. A truta fário faz parte de vários pratos tradicionais da gastronomia arouquense.

Danças e corais tradicionais
Capela do Senhor da Pedra, nas imediações do Porto: as danças tradicionais de Arouca (Douro Litoral), como ‘O Senhor da Pedra’, revelam a forte ligação (muito antiga e enraízada) que os arouquenses sempre mantiveram com o litoral e com o Porto: ligação sócio-económica que, na contemporaneidade, se tornou ainda muito mais intensa e regular.
Danças: Arouca viveu, durante séculos, em certo isolamento, ainda que entrecortado por contactos frequentes com o povo duriense e do litoral, geralmente por altura das grandes festas e romarias de então, como à Capela do Senhor da Pedra, nas imediações do Porto. Devido a esse certo isolamento e ao facto de Arouca não se ter industrializado de modo célere, as danças tradicionais mantiveram-se intactas até a um passado recente, cuja identidade se insere na região do Douro Litoral, que se confinam a dois períodos de actividade coreográfica, o de tensão e o de distensão, reguladas por um ou mais cantadores, com um timbre de voz forte e telúrica, integrados no suporte rítmico (podendo cantar ao desafio), como a Cana Verde, o Senhor da Pedra, o Verdegar/Verdegalo, a Rabela, a Tirana ou a Rusga, que são danças comuns a toda a região do Douro Litoral. Os instrumentos musicais, utilizados nas danças tradicionais de Arouca, são a harmónica (harmónio), a viola, o cavaquinho, o bombo e o ferrinho. A harmónica (harmónio) (que é o aerofone originário das danças tradicionais de Arouca) costuma ser substituída, frequentemente, pela concertina. A antiga província do Douro Litoral tem, como capital, a cidade do Porto. As danças do Douro Litoral são muito animadas, não tanto como as do Minho, mas muito mais alegres do que as das Beiras ou as de Trás-os-Montes, possuindo uma configuração coreográfica muito elaborada e muito bela.

Corais polifónicos: Os corais polifónicos de Arouca não são fáceis de descrever : têm uma solenidade que ultrapassa qualquer singeleza lírica.[carece de fontes] São corais femininos autóctones, cantados a duas vozes (canto escontriado) ou a três vozes (a possibilidade dum coral a três vozes paralelas ou sobrepostas), milenares, endógenos, que não derivam dos cânticos da Igreja ou do convento de Arouca, como defende o etnógrafo arouquense Albano Ferreira, aludindo ao trabalho de recolha do etno-musicólogo Virgílio Pereira, que afirmou: “O cancioneiro de Arouca é o mais rico e significativo do país. Vocês, arouquenses, não sabeis a riqueza folclórica que tendes nos cantos populares da vossa gente rural, espécies raras dos velhos «fabordões» e «gymeis». «Arouca é um centro difusor, como verifiquei por Resende e Cinfães, dessas vossas maravilhosas espécies musicais”. Arouca dispõe dum acervo musical particularmente rico e significativo, como resulta dessa apreciação de Virgílio Pereira, que o compilou no livro «Cancioneiro de Arouca», editado pela Junta de Província do Douro Litoral e que a Associação de Defesa do Património Arouquense reeditou. As 531 espécies musicais, ali coligidas, são só, já pelo número, particularmente significativas.

Conjunto Etnográfico de Moldes
O Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses, que é um grupo etnográfico arouquense com origem na fundação da Feira das Colheitas e que foi configurado pelo trabalho de recolha e de direcção do etnógrafo arouquense Albano Ferreira, do etno-musicólogo Virgílio Pereira e do dirigente Fernando Miranda,[carece de fontes] é um dos elementos principais da identidade autóctone de Arouca, sendo o grupo que, habitualmente, representa o município de Arouca no que se refere às suas danças e corais tradicionais. É um grupo de danças e corais tradicionais, reconhecido pela sua qualidade e pureza etnográficas, que foi configurado segundo os padrões da Etnomusicologia, sobretudo pelo etnógrafo arouquense Albano Ferreira, ao qual também se encontram ligados nomes como Armando Leça ou Pedro Homem de Melo. Nessa linha de orientação etnomusicológica, esta associação cultural de Arouca organiza, anualmente, desde 1983, o Festival Internacional de Folclore de Arouca, que é um dos eventos culturais mais relevantes do concelho. O Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses enverga os trajes festivos das casas familiares de lavradores e de proprietários das zonas agrícolas de vale, de meia-encosta e dos planaltos do território de Arouca, típicos da identidade autóctone do território do Douro Litoral, cuja configuração foi apurada a partir dos estudos do etnógrafo arouquense Albano Ferreira.

Feira das Colheitas
A Feira das Colheitas é o evento com maior impacto no concelho de Arouca e é uma montra anual da identidade arouquense, tendo começado, no ano de 1944, por ser uma festa e feira agrícola dos lavradores do concelho de Arouca, com uma série de concursos agrícolas, fundada, organizada e fomentada pelo gerente do Grémio da Lavoura de Arouca e, num período posterior, organizada a partir da Cooperativa Agrícola de Arouca, algumas vezes associada às festas do concelho, com o apoio da Câmara Municipal de Arouca, mas, gradualmente, tornou-se as festas oficiais do município de Arouca, um elemento identitário muito relevante do concelho de Arouca, organizado com a colaboração da Cooperativa Agrícola de Arouca e de várias instituições, associações e entidades locais, durante vários dias, no fim do mês de Setembro, com concertos musicais, danças tradicionais, vários tipos de concursos (dos quais se destacam o Concurso Nacional de raça bovina arouquesa, o Concurso «O Vinho Verde de Arouca» e o Concurso «A Melhor Broa Caseira»), vários tipos de exposições e sessões de fogo de artifício, numa altura em que o comércio local é, fortemente, incrementado e promovido, bem como a gastronomia arouquense, da qual se destacam a carne de raça bovina arouquesa e a doçaria de Arouca. No seu género, a Feira das Colheitas foi a primeira que surgiu no país, anterior à Feira do Ribatejo, hoje Feira Nacional da Agricultura, cujo aparecimento se verificou em 1953, ou seja, nove anos mais tarde. Trata-se, na contemporaneidade, do evento socioeconómico mais importante e com maior impacto identitário no concelho de Arouca.

Alguns locais de interesse
Mosteiro de Arouca

Miradouro do Monte da Senhora da Mó, que se localiza a 711 metros de altitude, a cerca de 8 km do centro da vila de Arouca, por estrada. Do cume do monte da Senhora da Mó, onde existe uma pequena capela, rodeada de um parque, obtém-se uma das melhores vistas panorâmicas sobre todo o vale do rio Arda e sobre a vila de Arouca.
Miradouro do Pico da Gralheira, Radar Meteorológico da Região do Norte, a 1100 metros de altitude, na Serra da Freita
Os 41 geossítios do Geoparque Arouca, que se destacam pelo seu valor científico, didáctico e turístico.


Frecha da Mizarela


Geoparque Arouca

O Geopark Arouca, que corresponde à área administrativa do Concelho de Arouca, é reconhecido pelo excepcional Património Geológico de relevância internacional, com particular destaque para as pedras parideiras da Castanheira, as Trilobites Gigantes de Canelas e os Icnofósseis do Vale do Paiva. O fenômeno das pedras parideiras que ocorre em Arouca é tido como único no mundo. O valioso e singular Património Geológico inventariado, cobrindo um total de 41 geossítios, constitui a base do projecto Geopark Arouca, aliados a uma estratégia de desenvolvimento territorial que assegurará a sua protecção, dinamização e uso. Em simultâneo e em complementariedade, associam-se outros importantes valores de natureza arqueológica, ecológica, histórica, desportiva e ainda a promoção das danças e dos corais tradicionais, do artesanato e da gastronomia da região, tendo em vista a atracção de um turismo de elevada qualidade. Em Abril de 2009, o Geopark Arouca foi reconhecido pelas Redes Europeia e Global de Geoparks, sob os auspícios da UNESCO.
A entidade responsável pela gestão do Geopark Arouca é a AGA – Associação Geopark Arouca, que integra a Direção da Associação de Turismo do Porto e Norte, A.R. – Porto Convention & Visitors Bureau, que é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo desenvolver e promover o Porto e Norte de Portugal como destino turístico.

Espécies autóctones
Os vales e as zonas de serra do concelho de Arouca têm diversas espécies autóctones, domésticas e selvagens. As espécies domésticas são o podengo português médio (cão coelheiro / coelheiro / cão de caça aos coelhos, também comumente conhecido pela expressão ‘cão de caça’)[98], utilizado na caça aos coelhos e como cão de guarda nas antigas casas dos lavradores e proprietários rurais; o perdigueiro português (também comumente conhecido pela expressão ‘cão de caça às perdizes’), cuja raça foi apurada, precisamente, nalgumas das casas de Arouca; o gato europeu comum, muito presente, nos grupos domésticos, como animal de estimação; a raça bovina arouquesa, que fornece a deliciosa carne arouquesa : animais de pequeno porte, uma raça bovina endógena/autóctone, que não é proveniente de uma fusão de outras raças bovinas, com uma identidade bem definida, de corpulência mediana, esqueleto regular e musculado e com pelagem castanha clara; a raça suína bísara; quatro raças autóctones de galinhas (a amarela, a branca; a pedrês portuguesa e a preta lusitânica) e a raça de caprinos «Serrana».

Nos terrenos de monte, a partir do início da estação de Outono, os cogumelos comestíveis da espécie ‘Macrolepiota procera, Scop. ex. Fr, Sing’ são abundantes no concelho de Arouca.
No território de Arouca, existem várias raças autóctones de maçãs, pêras, pêssegos, cerejas, ameixas, abrunhos, melão e meloas casca de carvalho e as variedades autóctones de castanha. São de referir também as castas autóctones de Vinho Verde. Uma das espécies autóctones selvagens mais importantes é a truta fário, existente em abundância, sobretudo, no rio Urtigosa. As espécies piscícolas abundantes, nos rios de Arouca, são, para além da truta fário (Salmo trutta fario), a enguia (Anguilla anguilla), o escalo (Leuciscus leuciscus), o bordalo (Tropidophoxinellus alburnoides) e a boga (Chondrostoma polylesis). No rio Paiva, também se podem encontrar o barbo (Barbus barbus) e a carpa (Ciprinus carpio). Junto às margens dos rios, regista-se a ocorrência de muitos mamíferos, répteis e aves. São de realçar também várias espécies arbóreas portuguesas, típicas deste território.

Desportos radicais
Em Arouca, encontram-se condições únicas para a prática de desportos radicais, sendo mesmo o território mais privilegiado para o fazer na Área Metropolitana do Porto, como BTT, Canoagem, Canyoning, Kayaking, Hidrospeed, Montanhismo / Escalada ou Rafting.

Eventos importantes
Feira das Colheitas – Festas Oficiais do Município de Arouca – vila de Arouca (na última semana de Setembro)
Festival Internacional de Folclore – organizado pelo Conjunto Etnográfico de Moldes – vila de Arouca (em Agosto)
Arouca Film Festival – organizado pelo Cine Clube de Arouca
Festival da Castanha[130] – organizado pela Câmara Municipal de Arouca (em fins de Outubro)
Festa da Rainha Santa Mafalda – Feriado Municipal – vila de Arouca (no dia 2 de Maio)
Museus e centros interpretativos
Museu Municipal de Arouca

Museu de Arte Sacra de Arouca

Casa das Pedras Parideiras – Centro de Interpretação

Centro de Interpretação Geológica de Canelas

Património
– Pelourinho de Trancoso
– Mosteiro de Arouca ou Convento de Santa Maria ou Convento de Santa Mafalda ou Mosteiro de Santa Maria de Arouca e – o túmulo de Santa Mafalda
– Pelourinho de Arouca
– Pelourinho do Burgo (fragmentos)
– Pelourinho de Cabeçais
– Mamoa da Portela da Anta

Geminações
O concelho de Arouca é geminado com as seguintes cidades:
Brasil Santos, São Paulo, Brasil
França Poligny, Jura, França
China Zhangjiajie, China

Acessibilidades
Chega-se, por estrada, ao concelho de Arouca e à Vila de Arouca, pelas:

A 1 (Auto-estrada do Norte), nó de Santa Maria da Feira (para quem se desloca a partir do Centro e do Sul do país).
A 32 (Auto-estrada do Douro Litoral), nó de Gião (para quem se desloca a partir do Norte do país); Depois, segue-se pela EN326 e pela EN 326 (variante) até à vila de Arouca.
A EN 326 (variante) é uma estrada nacional, com cerca de 30Km, em processo de construção na sua segunda fase, que é a via de acesso do concelho de Arouca aos municípios mais a litoral, a partir da parte sudeste da Área Metropolitana do Porto, que ligará o concelho de Arouca à A32 e à A1 (autoestrada), em Santa Maria da Feira. Em sentido contrário, é a porta de acesso, ao concelho de Arouca, a partir dos municípios mais a litoral. É, portanto, uma das estradas estruturais e directas, com a auto-estrada A32, de acesso ao concelho de Arouca, no contexto da Área Metropolitana do Porto. A primeira fase da variante que foi construída é utilizada pelos transportes públicos que servem o concelho de Arouca, que são a Auto Viação Feirense e a Transdev, com carreiras regulares, todos os dias, entre o Porto (Terminal Rodoviário do Campo 24 de Agosto e Terminal Rodoviário do Parque das Camélias (cidade do Porto)) e Arouca, bem como entre Arouca (Centro Coordenador de Transportes de Arouca) e o Porto, quer pelo denominado «Fundo do Concelho de Arouca» (transbordo em Lourosa (Santa Maria da Feira)), quer por São João da Madeira, com transbordo no Centro Coordenador de Transportes de São João da Madeira.

Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arouca